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Achatando a curva do aquecimento global


Estamos passando por uma das maiores crises humanitárias dos últimos tempos. O surto de coronavírus e seu consequente isolamento social provocaram um forçado momento de reflexão para todos nós acerca da fragilidade humana e de nossos sistemas sociais e econômicos.



O desemprego disparou, empresas quebraram e o sistema de saúde de alguns países entrou em colapso.


Por outro lado, a nossa forçada pausa na maioria das atividades econômicas impactaram direta e positivamente o meio-ambiente. Várias notícias circularam: Drásticas reduções na emissão de gases do efeito estufa em vários países. Animais aos poucos retomando o lugar que lhes foi tomado ao redor do mundo. Água de canais e rios chegando a uma transparência há muito não vista. Melhora na visibilidade e qualidade de ar de várias cidades devido à diminuição da poluição.


Sem a intervenção humana, a natureza sozinha se regenerou.


O que isso nos mostra?


Primeiro, que a natureza está muito bem sem nós. Aliás, muito melhor sem nós.


Segundo, que a maneira que vivemos é totalmente insustentável.


Ok. Isso quer dizer que agora que as pessoas se deram conta disso vamos repensar nossa maneira de produzir e consumir, tomar decisões mais conscientes e mudar a forma que vivemos? Infelizmente, achamos que não vai ser tão fácil.


Abaixo, você pode ver o vídeo O que o coronavírus pode nos ensinar sobre a crise ambiental. Esse é o título original do vídeo feito pela CNN, relacionando os aprendizados que tivemos com a crise de saúde causada pela pandemia do novo coronavírus com os desafios que estamos enfrentando em relação às mudanças climáticas.





Abaixo, você pode ler uma transcrição do vídeo em tradução livre. Optamos por não incluir na transcrição as partes do vídeo que possam ter cunho político, porque esse não é o objetivo desse post.

"Olá amantes da Terra. Sou Bill Weir, da CNN, falando direto de um Brooklyn muito surreal, de onde, por algum motivo, não consigo parar de pensar em todos os filmes de desastres que começam com alguém com poder ignorando um cientista.


Essa é apenas uma das relações entre o coronavírus e a crise climática.


Pense a respeito: ambos matam os mais vulneráveis e vão nos custar trilhões. Ambos vão revelar heróis na linha de frente, na ciência e vizinhos solidários, assim como revelarão aquelas pessoas que estocam sem necessidade e as que se aproveitam da situação para lucrar.


E os dois nos lembram que a vida como a conhecemos depende de voos previsíveis, temporadas de colheita e cadeia de distribuição e logística.


Mas e se a era da previsibilidade tiver acabado?


O que nos traz a principal diferença entre o coronavírus e as mudanças climáticas: o medo.


Prova número 1: Jane's Carousel, um famoso carrossel do Brooklyn. A última vez que esteve tão deserto e deprimente foi depois do furacão Sandy. E devido as calotas de gelo derretendo e o nível do mar subindo, não há nenhuma dúvida científica de que meu bairro ficará de baixo da água. Mas moléculas invisíveis de dióxido de carbono não conseguem interditar um carrossel, uma cidade ou o mundo do jeito que um vírus invisível consegue. Porque nós pensamos que temos tempo. E o tempo acaba com o medo.


Mas se pudermos voltar no tempo só alguns meses, não levaríamos a ciência muito mais a sério? Não saberíamos que os países que esperam as pessoas começarem a morrer para começar a agir são os mais afetados? E que os países com maior transparência, lideranças decisivas e confiança mútua se saem melhor? Não saberíamos a importância de achatar a curva?


Você provavelmente já viu essa imagem, certo?


O eixo horizontal representa o tempo, o eixo vertical o número de pacientes e a linha pontilhada a capacidade do sistema de saúde. Uma pandemia repentina atinge um pico rapidamente, colapsando o sistema. Mas, com liderança suficiente e cooperação em massa, nós podemos achatar a curva. E adivinhe só: isso funciona com a crise climática também.


Miami está tentando achatar a curva do aumento do nível do mar, gastando milhões em ruas mais altas e tubulações de bombeamento maiores. A Califórnia está tentando achatar a sua curva com novos regulamentos sobre incêndios e novas leis sobre seguros.


Mas a maior parte da humanidade ainda pensa sobre a crise climática da mesma maneira que um springbreaker pensa sobre o coronavírus: "Não precisamos ir à escola e podemos fazer o que quisermos.".


Desde que a economia de combustíveis fósseis desacelerou, você consegue ver o ar mais puro do espaço. E em apenas algumas semanas, a China deixou de emitir metade da poluição causada por gases do efeito estufa que a Austrália e o Reino Unido emitem em um ano.


A Terra consegue reagir se nós a deixarmos. E não deveria precisar de uma pandemia global e uma recessão. Primeiro, mais ciência, mais lideranças inteligentes e um senso de que estamos todos juntos nessa. Algo para pensar da próxima vez que você lavar suas mãos por vinte segundos para salvar pessoas que você não conhece e a vida como a conhecemos."

Como falamos no início do texto, não achamos que o mundo simplesmente tomará consciência dos nossos impactos no meio-ambiente e começará a mudar de atitude agora. Pelo contrário, acreditamos que corremos o risco das pessoas, empresas e países tentarem se recuperar o mais rápido possível da crise, prestando ainda menos atenção nos impactos que isso pode causar.


Compartilhamos da opinião trazida no vídeo de que uma das principais diferenças entre a crise de saúde causada pelo coronavírus e a crise climática causada pelo aquecimento global é o medo.


Para entender um pouco melhor isso, relembramos os conceitos de urgência e importância: Urgente é aquilo que precisa ser feito com rapidez; importante é algo de grande relevância.


É claro que entendemos que a contenção de uma pandemia é mais urgente que as mudanças climáticas, mas será que é também mais importante? Pelo fato de acharmos que temos tempo e que as mudanças climáticas não nos atingirão tão cedo, não as consideramos urgentes. Além disso, muitas vezes confundimos urgência com importância e, ao acharmos algo pouco urgente, acabamos diminuindo também a sua importância. E isso faz com que a gente não tenha mais medo e, então, não faça nada a respeito.


O desafio é, portanto, mais do que relembrar a importância das mudanças climáticas, criar urgência em relação ao tema.


A medida que a crise do coronavírus for sendo contornada, seja por uma nova vacina ou por imunização da maioria da população, começaremos a rever nossas prioridades. É a oportunidade que temos de classificar novamente o que é urgente e o que é importante. É claro que é urgente retomar o crescimento da sua empresa, por exemplo. Mas a qual custo?


É a hora de olharmos para dentro e vermos se aprendemos alguma coisa com a crise humanitária que estamos vivenciando.

É a hora de ouvir e respeitar mais a ciência.

É a hora de criar urgência sobre as mudanças climáticas.

É a hora de achatar a curva do aquecimento global.

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