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O real impacto do plástico no meio-ambiente

A maioria das pessoas já sabe que o problema do plástico existe. A dificuldade, porém, se dá em entender o tamanho e a gravidade desse problema. Desde que se inventou o plástico, a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas desse material. Na época em que surgiu, ele foi considerado uma inovação que revolucionaria a indústria. E, de fato, mudou muito a maneira que produzimos e consumimos. Por ser um material resistente e barato financeiramente, o plástico substituiu a maioria das soluções que tínhamos para embalar, armazenar ou guardar objetos, tornando materiais como vidro e papel obsoletos em muitos mercados.


O problema


A questão é que a indústria gostou tanto do plástico por ser prático e barato que começou a usar um material que resiste centenas de anos como algo descartável. Hoje em dia, metade do resíduo plástico é de uso único, ou seja, são copos, pratos, talheres, garrafas, embalagens usados apenas uma vez antes de serem descartados.


Outro problema foi que, como na maioria das inovações industriais, seus impactos de longo prazo não foram levados em conta. Hoje, das 8,3 bilhões de toneladas de plástico já produzidas na história, apenas 9% foi reciclada, 12% foi incinerada liberando toxinas, e 79% ainda se encontra em aterros, lixões ou no meio-ambiente.


Só aqui no Brasil, produzimos 11 milhões de toneladas de plástico por ano. E um dos pontos cruciais é que há carência de capacidade logística, de incentivos fiscais para empresas e de recursos para governos municipais realizarem a gestão eficaz dos resíduos. No final das contas, reciclamos apenas 1,3% de todo esse plástico.


Além dos problemas estruturais, outra grande questão são os hábitos dos consumidores. Infelizmente, muita gente ainda peca quando o assunto é descarte de resíduos e isso faz com que muitos desses resíduos acabem no meio-ambiente. Quando são de material plástico, podem durar centenas de anos impactando diretamente a natureza.


Segundo dados do Instituto Route Brasil, que realiza, entre outras, ações de limpeza de praias, a maior parte dos resíduos encontrados é de material plástico. Conforme a tabela abaixo, vemos que 56,8% dos resíduos já coletados pela Route são de plástico e que, se não fosse a limpeza da praia, poderiam parar no oceano.



Além disso, vemos também que, conforme os dados abaixo, entre os 10 itens mais encontrados nas ações de limpeza, encontram-se utensílios de uso único, como embalagens, canudos e copos de plástico e isopor, que poderiam facilmente ser substituídos por outros materiais.





Já deu pra entender que o problema tem várias causas, é grande e complexo. Mas qual o real impacto de o plástico estar se espalhando pela natureza?


Consequências


Tendemos a dar menos importância àquilo que não enxergamos, seja por ser muito pequeno, como os microplásticos, ou por estar muito distante, como a ilha de plástico de pacífico, por exemplo.


O problema, porém, é que, mesmo não sendo tão visível no nosso dia-a-dia, os resíduos plásticos já impactam diretamente nossas vidas e as de outros animais. Veja os exemplos abaixo:


Esses dados nos mostram como o problema já está espalhado em diversos locais e como ele pode ser grave. O que já está matando outras espécies ainda é objeto de estudo em relação às consequências em humanos. O que se sabe é que muito provavelmente a ingestão de microplástico trará impactos na nossa saúde a longo prazo.


Pior ainda, nos mostram que, se continuarmos nesse ritmo de produção, consumo e descarte, o planeta não vai aguentar. Segundo estudos, precisaríamos de 3 planetas para usarmos todos os recursos naturais que necessitaríamos nos próximos anos.


Portanto, em primeiro lugar precisamos entender, aceitar e admitir que o problema é grande e já gera muito impacto no planeta para, aí sim, pensar em como solucionar esse desafio.


Soluções


Problemas complexos exigem soluções complexas. Não é um grupo de pessoas, ou uma empresa, ou um país que vai solucionar os problemas ambientais que criamos nas últimas décadas. São todos juntos. Precisamos de soluções sistêmicas que passem pelas esferas de cidadãos, comunidades, empresas e governos.


Precisamos que nossos governos destinem recursos para o cumprimento dos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Que empresas inovem buscando e financiando alternativas aos materiais danosos à natureza. Que os consumidores evitem a geração e descartem corretamente seus resíduos.


Mais importante: é preciso repensar nosso modelo econômico, que hoje em dia é linear: extração da matéria-prima, produção, distribuição, consumo e descarte. E começarmos a pensar em um modelo circular, em que possamos reutilizar os materiais após o consumo como insumos de um novo ciclo econômico. A mudança precisa ser estrutural e precisamos de agentes em todas as frentes.


Terraw Embalagens + Instituto Route Brasil


Tentando pensar de modo mais sistêmico e para conseguir impactar em mais partes desse modelo econômico que vivemos hoje, a Terraw e a Route se uniram em uma parceria.


Para quem não conhece, a Terraw é uma empresa que oferece embalagens biodegradáveis e compostáveis para delivery como alternativa ao plástico e isopor. Seus produtos são feitos de fibras de plantas que são, originalmente, sub-produtos de outras indústrias, ou seja, não seriam reaproveitados. Pelo fato de serem naturais, esses insumos se decompõem rapidamente e, depois de compostados, devolvem seus nutrientes para a terra em forma de adubo, auxiliando em um novo ciclo.


Já o Instituto Route Brasil faz parte do Route Institute, com atuação também na Califórnia (EUA) e em Portugal. A organização, que nasceu em 2011, foi criada a princípio com foco em ações de limpeza de praia e destinação correta dos resíduos coletados. Hoje, o Instituto investe na implementação de programas e desenvolvimento de projetos para engajar pessoas, comunidades, empresas e governos na busca de soluções para a neutralização do impacto do nosso consumo.


Juntas, as duas iniciativas conseguem impactar positivamente tanto no início da cadeia com as embalagens sustentáveis, evitando que mais plástico seja utilizado, quanto no final, destinando corretamente o plástico que causaria danos ao meio-ambiente.


Por esse motivo, foi criada a Blue Friday, onde a Terraw irá doar 100% dos lucros obtidos no dia 27/11 para o Instituto Route Brasil. Para saber mais sobre a ação, acesse esse post do Instagram da Terraw onde eles contam em detalhes como tudo vai funcionar.


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