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O verdadeiro custo do plástico

Vamos começar com o mais óbvio?

Sim, nossas embalagens são, em média, mais caras que embalagens plásticas.


A explicação para isso pode ser bem simples. Mas preferimos, aqui nesse artigo, contar a versão um pouco mais complexa. Queremos explicar nossa visão de por que faz sentido embalagens feitas de plantas custarem mais do que as de plástico ou isopor.


Para começar, vamos passar pelos pontos mais claros, que fazem com que se entenda, de maneira lógica, porque esses produtos têm um valor maior.

O primeiro motivo é relacionado à matéria-prima. Enquanto materiais como plástico utilizam matérias-primas finitas como o petróleo na sua produção, embalagens feitas de fibras de plantas utilizam subprodutos de outras indústrias na sua fabricação. Como a extração de petróleo é feita há muitos anos e é de interesse de muitas empresas, o acesso a essa matéria-prima é facilitado, de maneira que a logística por trás desse processo venha sendo aprimorada e otimizada há décadas. O acesso a subprodutos de origem vegetal nem sempre é tão fácil, precisando haver a criação de novos processos logísticos para que tenhamos acesso a esses materiais.


O segundo motivo tem a ver com a produção em si. Enquanto a tecnologia de produção de plástico é aperfeiçoada desde o início do século XX, a tecnologia para produzir embalagens de origem vegetal está começando apenas agora. Ainda há muito espaço para aperfeiçoar e otimizar processos na fabricação desses materiais. Isso tende a reduzir os custos de operação, o que impactará diretamente no preço do produto final.


Um terceiro ponto é ligado ao volume de demanda por esse tipo de material. Mesmo havendo uma procura muito grande por embalagens biodegradáveis nos últimos anos, o volume de plástico produzido ainda é muito maior, o que faz com que haja redução de custos e, consequentemente, um preço de produto menor.


Porém, como falamos, esses três pontos fazem parte da versão mais simples para explicar a diferença de preço. Nesse post, queremos ir um pouco mais a fundo, provocando você a pensar um pouco mais longe.


Você já pensou qual é o verdadeiro custo do plástico?


Quando pensamos em custo, naturalmente, tendemos a pensar no custo financeiro. Mas nossa ideia aqui é provocar você a pensar nos outros custos por trás da fabricação do plástico.


Qual é o custo, por exemplo, da extração de petróleo para o planeta?

Qual é o custo para os animais marinhos que morrem ao ingerir partículas plásticas?

Qual é o custo para a saúde das pessoas que inalam substâncias tóxicas de plásticos queimados?

Qual será o custo para a nossa saúde, depois de décadas ingerindo micro-plásticos?


Nosso ponto aqui é: será que o custo financeiro da produção de plástico não deveria refletir os custos ambientais, econômicos e sociais ligados a ela?


Será que faz sentido uma empresa extrair um recurso finito, fabricar um produto que vai ser usado por segundos mas dura centenas de anos no meio-ambiente, vendê-lo por centavos?


Na nossa visão, não. Pensamos que essa balança está em um forte desequilíbrio.


Mas como, então, equilibrar as coisas?


Primeiro, pensamos que aquilo que é prejudicial deve também pesar no bolso. Assim como há impostos e tributos maiores para produtos que fazem mal à saúde, acreditamos que deveria haver taxação maior para produtos que fazem mal ao planeta.


E o contrário é verdadeiro! Produtos que fazem bem ao planeta, que ajudam a regenerar o meio-ambiente, deveriam receber benefícios fiscais, incentivando o seu consumo.


Outro ponto, também muito importante, é o investimento do setor privado. Para que haja uma mudança cultural em relação ao uso de plástico, é essencial que o setor privado pare de incentivar esse material e busque alocar recursos em alternativas sustentáveis. Assim, as empresas também já respondem à tendência de aumento de pressão do mercado consumidor.


Como temos visto muito nos últimos anos, precisamos que as pessoas continuem incentivando os estabelecimentos para acelerar essa mudança. A opinião do cliente é essencial para que todas as pessoas envolvidas nesse setor possam entender a dimensão e a gravidade do problema que estamos lidando.


A tarefa não é fácil.


Para reequilibrar essa balança, precisamos de uma junção de políticas públicas, investimentos do setor privado e apoio dos consumidores.


Esperamos que tenha ficado um pouco mais claro para você por que existe essa diferença de preço de um produto de origem vegetal para um produto plástico. Acreditamos que, no longo prazo, com certeza o custo de produtos sustentáveis vai diminuir. Até lá, porém, é essencial que você continue incentivando essa mudança da forma que conseguir.


Se você tem um restaurante, aqui você pode acessar nosso ebook: Como tornar seu restaurante mais sustentável para iniciar essa transição.


Podemos contar com você para incentivar a mudança de cultura que precisamos? :)

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